A compra de um carro elétrico ou híbrido usado em Portugal está a explodir, mas traz consigo uma nova ansiedade que não existia nos carros a gasóleo: o estado da bateria de alta tensão.
Ao contrário de um motor a combustão, onde consegues ouvir um trabalhar incerto ou ver fumo no escape, uma bateria degradada é silenciosa e invisível. O carro pode estar imaculado por fora, mas se a bateria tiver perdido 20% ou 30% da sua capacidade de retenção, estás prestes a fazer um mau negócio que te pode custar milhares de euros.
A pergunta que recebemos todos os dias é: “Posso confiar na autonomia que aparece no painel?”
A resposta curta é: Não.
O mito da autonomia no painel
O valor de autonomia que vês no tablier (muitas vezes chamado de “Guess-O-Meter” ou “Adivinhómetro”) é calculado com base na condução recente, na temperatura exterior e no uso do ar condicionado. Ele diz-te quantos quilómetros podes fazer hoje, mas não te diz quanto é que a bateria se degradou desde que saiu da fábrica.
Para saberes a verdade, precisas de aceder a um dado técnico chamado SOH (State of Health).
O que é o SOH e porque é que os vendedores não falam dele?
O SOH (Estado de Saúde) é a percentagem de capacidade real que a bateria ainda tem comparada com quando era nova.
- SOH 100%: Bateria nova.
- SOH 70%: A bateria já perdeu 30% da capacidade. O carro terá menos autonomia e valerá muito menos dinheiro.
O problema? Este dado está escondido. As marcas não o mostram nos menus normais do carro para não assustar os proprietários. E os leitores OBD2 baratos de 20€ que se ligam ao telemóvel, regra geral, não conseguem ler o módulo BMS (Sistema de Gestão de Bateria) onde esta informação está guardada.
A Ferramenta certa para ver a “Verdade”
Se és um profissional que quer oferecer o serviço de “Check-up de Elétricos” ou um particular que quer importar/comprar um elétrico usado sem riscos, precisas de uma máquina capaz de entrar no sistema de gestão de energia.
É aqui que entram equipamentos como a LAUNCH CRP919 EV.
Ao contrário das máquinas de diagnóstico genéricas, a versão EV da Launch foi desenhada especificamente para isto. Ela comunica diretamente com o BMS de marcas como a Tesla, BYD, BMW ou Nissan e entrega um relatório detalhado:
- SOH Real: A saúde da bateria sem “maquilhagem”.
- Tensão das Células: Permite ver se existe alguma célula danificada que esteja a prejudicar todo o pack (um problema comum e caro).
- Temperaturas: Histórico de sobreaquecimentos.
Conclusão
Comprar um elétrico usado sem ler o BMS é como comprar um carro a gasóleo sem saber quantos quilómetros tem. Não arrisques.
Se procuras uma ferramenta que te dê esta segurança (e que também funcione lindamente nos carros a gasóleo e gasolina lá de casa), dá uma vista de olhos na nossa secção de diagnóstico.

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